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4.3.13

Entrevista ao videógrafo Carlos Ferreira - Videoart

Carlos Ferreira; fotografia de Pedro Vilela

Desta vez, estive à conversa com um dos melhores videógrafos de casamento do nosso país: Carlos Ferreira, da empresa Videoart. Admiro imenso o seu trabalho, a sua sensibilidade e o seu talento para "contar histórias" e para nos fazer sonhar.

Ora vejam lá se não concordam!


Cristiana e Rui :: Highlights from Carlos Ferreira {Vídeoart} on Vimeo.


Quando é que começou a trabalhar como videógrafo?
Comecei a trabalhar em 2001.

Há quanto tempo trabalha com casamentos?
Comecei nos eventos pelos “pequenitos”. Fiz o meu primeiro baptizado em 2003 e casamento só em 2004.

Carlos Ferreira; fotografia de Matilde Berk

Sempre sonhou ter esta profissão?
Sempre sonhei contar histórias, contagiar as pessoas com um pedaço de imaginação ou de realidade. Não tinha uma ideia precisa de qual a profissão certa para isso; poderia ter sido jornalista, publicitário, escritor ou guionista... Mas foi quando realizei a primeira curta-metragem na faculdade que percebi que era isto que queria seguir. 

Morito Fotografia

Há algo que o tenha surpreendido neste mundo dos casamentos?
O que mais me surpreendeu foi descobrir que estava apaixonado por filmar casamentos e que desejava fazer isto com tanta força.

Como é que os noivos o costumam abordar pela primeira vez?
Sou abordado por email, mas, como sou péssimo na resposta célere por essa via, costumo adjudicar telefonicamente a maior parte das vezes.

Carlos Ferreira; fotografia de Pedro Vilela

Com que antecedência é que o devem contactar?
O ideal é 6 meses a 1 ano. No entanto já me contrataram na semana do casamento porque descobriram o meu trabalho e, apesar de não terem previsto aquela despesa, não poderiam deixar de ter o casamento registado da minha forma.

Marca alguma reunião antes do casamento para que se conheçam melhor? Costuma fazer algum vídeo com os noivos antes do casamento?
Faço sempre questão de me encontrar com os noivos antes do casamento, conhecer um pouco da sua história e do que têm preparado para o grande dia. O porquê das coisas interessa-me muito. Porque escolheram um certo local para o evento, as características da cerimónia, entre outras coisas. Até porque casar. Uso todos os insights que posso para costruir um filme à medida.

Carlos Ferreira; fotografia de Pedro Vilela

Há alguma dica que queira dar aos noivos?
Sejam criativos. Tornem o vosso dia de casamento único, especial, um reflexo de quem vocês são. Preparem tudo muito bem, mas no dia relaxem e divirtam-se. Deixem-se ir. É um dia fantástico. Desfrutem. É uma celebração à qual se devem entregar de corpo e alma, sem stress... E divirtam-se, dancem, curtam... em breve passará e por isso aproveitem ao máximo. A memória deste dia será uma das mais doces que terão, por isso invistam nessa recordação. Procurem alguém com quem se identifiquem e registem esse dia para sempre. Valerá a pena.

Costuma dar sugestões relativamente ao vestido, ao fato, ao bouquet, ao local ou a outros pormenores?
Não costumo dar sugestões sobre determinados assuntos. Mas tenho em mente que os noivos nunca casaram e que a minha experiência no aconselhamento a diversos níveis é muito útil. Quero que os meus clientes tenham o melhor dia possível e se puder contribuir para isso melhor.

Carlos Ferreira; fotografia de André Castanheira

No dia do casamento, como faz para conseguir captar imagens do noivo e da noiva antes da cerimónia?
Quando faço a reunião de preparação com os noivos, definimos todas as cenas que fazem sentido ser captadas. Na maior parte das vezes, os preparativos antes da cerimónia são momentos essenciais para a construção da história do dia. E em conjunto com os noivos definimos a melhor forma de captar os preparativos, se com um ou dois videógrafos, por exemplo.

Tem um número limite de horas para estar em cada casamento?
Não temos limite de horas. Estamos enquanto houver motivo para isso.

fotografia de Pedro Vilela

Desloca-se a qualquer parte do país?
Deslocamo-nos a qualquer parte do país e estrangeiro.

Se os noivos pretenderem, fornece também o vídeo em bruto?
Quando os noivos desejam as imagens em bruto, costumo recomendar a opção com uma pequena edição, de modo que fique mais interessante. Desta forma ficam quase com um novo filme, uma espécie de documentário tipo “cinema vérité”.

Como faz para escolher as músicas?
Na maior parte das vezes, os noivos preferem que seja eu a escolher. Faço uma enorme pesquisa, estou sempre alerta e de Shazam em punho.

fotografia de Pedro Vilela

Tem parcerias com profissionais de outras áreas relacionadas com o casamento?
Tenho parceiras afectivas e emocionais - pessoas com que adoro trabalhar e com quem é um prazer estar. 

Há algum ritual dos casamentos de hoje em dia que ache que deveria mudar?
Vejo que hoje em dia os noivos desejam personalizar o seu casamento e adaptam os rituais tornando-os seus. Essa evolução é fantástica!

fotografia de Pedro Vilela

Qual é o momento que prefere num casamento?
Esta é a única pergunta à qual não consigo responder. Gosto da riqueza e do carácter distinto de cada um dos momentos do casamento.

Se casasse hoje, que tipo de escolhas faria?
Se casasse hoje teria  que ser num local onde nunca tivesse filmado. Iria querer ter os amigos e familiares mais próximos comigo, como toda a gente. Contratraria fotografia e vídeo, mas seria dificílimo escolher.
Talvez viajasse. Talvez fizesse na aldeia dos meus avós. Talvez fosse uma cerimónia budista ou um casamento cristão. O que é certo é que seria com a mulher que tenho ao meu lado neste momento.

fotografia de André Castanheira

Depois de uma declaração tão bonita, pouco me resta para além de agradecer ao Carlos por toda a simpatia e pela entrevista tão esclarecedora.

E, para terminar em beleza, deixo mais um lindo vídeo da sua autoria:


Carlota e Francisco :: Highlights from Carlos Ferreira {Vídeoart} on Vimeo.

4.2.13

Entrevista ao fotógrafo André Teixeira - Brancoprata



Brancoprata é um nome de referência na fotografia nacional e internacional. Já tem imensas provas dadas, e eu assumo-me como grande fã do trabalho, da consistência, do talento e da criatividade.
Já aqui falámos sobre a vertente de Styling e de Decoração do Brancoprata, da responsabilidade de Sofia Ferreira, e agora é com grande alegria que aqui coloco a entrevista ao fotógrafo André Teixeira.




Há quanto tempo é que fotografa casamentos?
Fotografo casamentos há cerca de 15 anos. Comecei como fotojornalista em algumas publicações e acumulava com alguns casamentos, essencialmente de pessoal amigo. Estive parado 3 anos e voltei a fotografar casamentos, há 4 anos, sendo essa a minha única ocupação neste momento.




Sempre sonhou ser fotógrafo e, em particular, fotógrafo de casamentos?
Não:) Só aos 18 anos é que senti interesse pela fotografia. Nessa altura e porque quis aprofundar conhecimentos fui estudar fotografia, a paixão foi crescendo e só então é que decidi que queria ser fotógrafo.




Há algo que o tenha surpreendido neste mundo dos casamentos?
Como já trabalho nesta área há tanto tempo, não há nada que me surpreenda. Há 15 anos atrás as coisas eram muito diferentes, os casamentos não tinham a qualidade que têm hoje em dia, mesmo a forma como trabalhávamos era completamente diferente.
Hoje em dia as coisas mudaram muito. Positivamente posso dizer que ainda me surpreendo com a entrega das pessoas no dia do casamento.




Como é que os noivos o costumam abordar pela primeira vez?
Por norma o primeiro contacto surge via email ou por telefone. Aparecem sempre através do blog ou por recomendação de algum cliente nosso.

Marca alguma reunião antes do casamento para que se conheçam melhor?
É imprescindível reunir com o casal antes do casamento. Temos que perceber se somos "compatíveis". Não nos podemos esquecer que no dia do casamento estamos juntos o dia todo e é fundamental que não exista desconforto para nenhuma das partes. Mesmo que fisicamente seja impossível reunir, marcamos sempre reuniões via skype.




Costumam fazer sessões fotográficas de noivado?
Quase sempre. Esse é um serviço que não tem qualquer custo para o casal, mas diria que é quase a melhor coisa que podem fazer para o casamento.

Que vantagens é que vê nessas sessões?
A cumplicidade começa nesse dia, o dia em que quebramos a barreira fornecedor-cliente. Costumamos dizer que é importante estar num casamento quase como se fôssemos grandes amigos... só que a trabalhar. E durante as sessões a magia acontece:)




E nas sessões depois do casamento, como Trash the Dress?
Por norma não fazemos. Não me identifico com o conceito dos Trash the Dress. Sinceramente, prefiro fazer as fotos no próprio dia, nem que seja em 15 minutos. Para mim valem muito mais as fotografias tiradas no dia do que qualquer mega produção que se faça a seguir.

Nota muitas diferenças na atitude dos noivos no dia do casamento, depois de já terem feito uma sessão fotográfica? 
Sim, noto. A cumplicidade gerada na sessão de namoro é fundamental para que o dia do casamento corra sem alarmes.




Há alguma dica que queira dar aos noivos? 
Acho que a mais importante e óbvia... aproveitem o dia. Dedicam demasiado tempo aos preparativos para não desfrutarem do casamento.
Façam escolhas inteligentes, contratem fornecedores que dêem garantia de qualidade.

Costuma dar sugestões relativamente ao vestido, ao fato, ao bouquet, ao local ou a outros pormenores?
Normalmente não. Enquanto fotógrafos estamos lá para captar a história do dia; não uma história como gostávamos que fosse, mas a verdadeira. 




No dia do casamento, como faz para conseguir ter tempo para tirar fotos ao noivo e à noiva antes da cerimónia?
Ajustando horários e com alguma disponibilidade tudo se consegue. Como fotografo sozinho, não fazia sentido que fosse outro fotógrafo fazer uma das partes.

Costuma tirar fotos aos convidados com os noivos? Como faz para que não se torne aborrecido?
Não faço grande questão de as fazer, mas não me recuso. Sinceramente prefiro ao longo do dia tentar apanhar os noivos com os convidados de uma forma mais descontraída e informal.




Há algum ritual de hoje em dia que ache que deveria mudar?
As fotografias dos convidados e o exagero de comida que se consome num casamento.

Qual é o momento que prefere num casamento? 
Gosto muito de 2 momentos e precisamente por serem opostos: os preparativos e a sessão do casal. Os preparativos com toda a ansiedade, a surpresa, o nervosismo e alguma tensão. A sessão com o casal que é completamente diferente: descontraída, muito alegre e despreocupada.

Aconselha os noivos a terem fotografia e vídeo? Que opções é que costuma oferecer?
O vídeo é um registo completamente diferente da fotografia, sinceramente acho que vale a pena investir em ambos. Se quiserem vídeo podemos recomendar alguns videógrafos, mas só se me pedirem contactos.




Em que formato é que os noivos têm acesso às fotos? Está incluído um álbum? Ficam com as fotos em formato digital e em alta resolução?
Fotografias em DVD e alta resolução estão presentes nos nossos packs. Depois têm a possibilidade de escolher fotografias impressas ou álbum. Nunca mas nunca entregamos o trabalho só em formato digital.




E os convidados? Têm acesso a algum site onde possam escolher as fotos que querem, ou os noivos é que tratam disso?
Nunca fizemos galerias online nem temos interesse em fazê-lo. As fotos são dos noivos e eles distribuem da forma que lhes for mais conveniente. Se precisarem de ajuda para fazer uma galeria, temos todo o gosto em ajudar.




Tem algum estilo preferido de edição?
Correção de cor. A minha percentagem de fotografia em película para este ano será à volta de 80% num casamento de forma a evitar a "chatice" da edição. Costumo dizer que um fotógrafo ganha dinheiro a fotografar, não a editar.

Se casasse hoje, que tipo de escolhas faria?

Seguramente um bom fotógrafo, um bom DJ, muito menos comida e muito mais festa. O resto das escolhas seria a Sofia a fazê-las:)


Muito obrigada pela entrevista, André! É uma honra tê-la aqui.


26.10.12

Entrevista aos talentosos fotógrafos Piteira Photography



Desta vez, entrevistei um casal de fotógrafos incríveis, Piteira Photography, que tem uma história muito original e que vai contribuindo imenso para as mudanças positivas que têm ocorrido na fotografia em Portugal.

Para além disso, tenho que destacar a enorme simpatia de ambos e que agradecer pela disponibilidade e pela forma prestável como responderam ao meu pedido.




Há quanto tempo é que fotografam casamentos?
Fotografamos em Portugal há cerca de 3 anos, conhecemo-nos a trabalhar em navios de cruzeiro como fotógrafos a bordo. Fotografámos imensos "fast food weddings" a bordo, e cada vez que nos lembramos desses dias fartamo-nos de rir :))))  




Sempre sonharam ser fotógrafos e, em particular, fotógrafos de casamentos?

Ambos estivemos sempre ligados à fotografia. A Kerry descobriu-a mais cedo e fez sempre os estudos direccionados para a fotografia, eu descobri mais tarde e fiz os meus estudos já a trabalhar.
A fotografia de casamentos surgiu um pouco por acaso; talvez porque antes fotografámos muitos casamentos de forma "formatada" e sem grande espaço para criatividade, não foi um objectivo de início. Surgiu a oportunidade de fotografar um casamento em que os noivos eram ambos pessoas super criativas e deram-nos espaço para a nossa criatividade, que foi uma condição que impusemos a nós prórios para embarcar na aventura. Correu muito bem, divertimo-nos imenso e o feedback foi fantástico. Dissemos a nós mesmos que desta maneira seria divertido e desde aí não temos parado.




Há algo que os tenha surpreendido neste mundo dos casamentos?
Acreditem que depois de fotografarmos casamentos durante uns anos em barcos de cruzeiro é difícil sermos surpreendidos :)))

 
Como é que os noivos os costumam abordar pela primeira vez?

Normalmente por email ou através do nosso blog. Também já vamos recebendo algumas recomendações de outros casais que fotografámos anteriormente.


 
 

Marcam alguma reunião antes do casamento para que se conheçam melhor? Costumam fazer sessões fotográficas de noivado?
É imprescindível uma reunião para percebermos se existe sintonia entre nós e os noivos. O fotógrafo é de todos os fornecedores de casamento o que passa mais tempo com os noivos. Pode ser super competente e tecnicamente perfeito na captação de imagens, mas uma ligação forte e a identificação entre ele e os noivos faz a diferença entre momentos bonitos e momentos inesquecíveis. Por essa razão fazemos sempre sessões de noivado, é um investimento nosso sem custo adicional precisamente para criar essa ligação com os noivos.

 
E o que pensam das sessões posteriores ao casamento, como Trash the Dress?

Ainda não fizemos muitas sessões trash the dress. Vão acontecendo cada vez com mais frequência, e divertimo-nos imenso, assim como os noivos, pois a ideia é mesmo quebrar barreiras e passar um bom bocado. No final as fotos ficam fantásticas!




Notam muitas diferenças na atitude dos noivos nessas 2 sessões, ou mesmo comparando com o dia do casamento?

Sim, estão muito mais descontraídos, não têm limitações de tempo e a relação entre nós também é muito mais próxima.

 
Há alguma dica que queiram dar aos noivos?

O dia de casamento é vosso. Celebrem-no à vossa medida e à vossa imagem, de modo a que faça sentido para vocês. Às vezes a pressão da tradição, dos protocolos e do que já foi feito pode ser forte, mas o momento é único e não dá para repetir... Aproveitem!
Experimentem também no dia do casamento, a certa altura já com o dia avançado, darem os dois um passo atrás e olharem à vossa volta, e apreciarem os vossos amigos e pessoas mais queridas a celebrarem o vosso amor juntos com vocês... É um dia mágico... e passa a correr...



 
Costumam dar sugestões relativamente ao vestido, ao fato, ao bouquet, ao local ou a outros pormenores?

Só se nos perguntarem... a festa é dos noivos...


No dia do casamento, como fazem para conseguirem ter tempo para tirar fotos ao noivo e à noiva antes da cerimónia?

Dividimo-nos, a Kerry fica com as meninas, o Luís com os rapazes, e é muito interessante ver as nossas visões lado a lado quando estamos a fazer a selecção das fotos.




Costumam tirar fotos aos convidados com os noivos? Como fazem para que não se torne aborrecido?

Não fazemos muita questão, estamos presentes e não nos recusamos a fazê-lo mas o nosso trabalho é maioritariamente documental. Faz muito mais sentido para nós captar instantes e momentos reais e honestos e contar uma história do dia de casamento. Garanto aos noivos que mesmo que sejamos muito divertidos e tentemos manter o clima animado, passadas duas horas com um sorriso amarelo para as fotografias é muito difícil não se tornar um momento aborrecido.




Há algum ritual de hoje em dia que achem que deveria mudar?
Precisamente este ritual de que todos os convidados, sejam conhecidos ou não, tenham que tirar uma foto com os noivos...


Qual é a momento que preferem num casamento?

Gostamos muito da tensão dos preparativos. É um crescendo de emoções intensas e imprevistos que sempre acontecem, e fazem parte de um dia de casamento... Normalmente é quando captamos as nossas imagens favoritas. E o caminhar da noiva ao altar também é um momento muito bonito, intenso e cheio de emoção que gostamos muito de fotografar...




Aconselham os noivos a terem fotografia e vídeo? Que opções é que costumam oferecer?

O vídeo é uma forma de expressão muito bonita. Temos videógrafos amigos super talentosos que criam trabalhos lindos, mas não temos qualquer tipo de acordo ou pack especial. Quando os noivos nos perguntam, passamos os contactos.


Em que formato é que os noivos têm acesso às fotos? Está incluído um álbum? Ficam com as fotos em formato digital e em alta resolução?

Temos várias opções, só os ficheiros digitais em alta resolução e opções com álbums.




E os convidados? Têm acesso a algum site onde possam escolher as fotos que querem, ou os noivos é que tratam disso?
Colocamos uma galeria online só com as fotos dos convidados.


Têm algum estilo preferido de edição?

Tentamos o mais possível manter a edição fiel às imagens captadas pela máquina fotográfica. Fazemos ajustes de contraste e cor, um pequeno ajuste no enquadramento às vezes, mas sempre sem grande manipulação. Menos é mais...

 
Se casassem hoje, que tipo de escolhas fariam?

Acho que o nosso casamento é sempre o nosso favorito... e não mudávamos nada... Casámos na terra da Kerry na África do Sul e não poderíamos ter escolhido melhor local e forma de celebrar o nosso dia... Ah! E a nossa fotógrafa foi um espectáculo, é uma grande amiga nossa, ora espreitem lá!



Muito obrigada, Kerry e Luís!

16.10.12

Entrevista à empresa de animação Bruce Brothers


Várias pessoas pedem sugestões de bandas que actuem em casamentos. A Bruce Brothers disponibiliza diferentes opções: duo, trio, quarteto, quinteto, ..., com ou sem DJ. 

Nesta entrevista, poderão saber um pouco mais acerca destes profissionais.


Há quanto tempo trabalham em casamentos?
Há cerca de 5 anos.

Quantas pessoas trabalham na vossa empresa? Qual é o papel de cada uma?
A empresa é minha, é uma unipessoal, todas as pessoas são contratadas por mim. Os músicos do "núcleo duro" são 4 e são pagos pelo trabalho que executam como músicos. O trabalho criativo em termos de banda é também feito por todos eles (arranjos musicais...), não funcionando como músicos pagos "à peça", mas como banda no verdadeiro sentido da palavra.  
Existe uma grande cumplicidade e amizade entre todos, pois tocamos juntos há muito anos.  
Todo o trabalho comercial e de "backstage" é executado por mim: publicidade, divulgação, reuniões com os noivos, fecho de contratos, coordenação de toda a logística.

Que serviços têm à disposição dos noivos?
Temos uma variedade de serviços, cuja descrição pormenorizada e orçamentos posso enviar a quem estiver interessado: banda com vários elementos e formações (desde duo a septeto, octeto...), só DJ e banda + DJ com tudo incluído (som, luzes, VJ...).

Qual é a vossa formação/experiência a nível musical?
Todos os músicos têm formação superior: 3 deles são formados pelo ESMAE na vertente Jazz e um deles tem o Conservatório completo. Eu, como cantor, tive aulas vários anos com a actual Professora de Canto do ESMAE (Fátima Serro), na vertente jazz tive aulas com um cantor de jazz (Kiko) e frequentei o Curso Livre do ESMAE também na vertente jazz (com Fay Claassen).
Sou também o DJ, tenho o Curso de DJ e de Produção Musical.

O vosso repertório é flexível, podendo adaptar-se às preferências de cada casal?
O repertório de DJ sim; em termos de banda existe alguma flexibilidade, mas sempre dentro dos repertórios que tocamos: blues, jazz, pop/jazz e soul.

Têm verificado mudanças nos critérios dos noivos relativamente à escolha do tipo de animação (bandas/DJs/coreógrafos/...) ou relativamente ao tipo de músicas?
Penso que num determinado nicho de mercado está novamente a surgir o gosto pela música ao vivo e pelo concerto. Em termos de música de dança, penso que a tendência é cada vez mais "comercial", sendo cada vez mais difícil sair do "mainstream". 

Muitos noivos têm receio que os convidados não dancem e que isso crie momentos mortos. Qual é que acham que é a solução para isso?
O concerto para dançar que fazemos é uma solução que funciona muitas vezes, pois o repertório que fizemos foi pensado para agradar a um leque muito diversificado de idades e as pessoas têm aderido bastante bem a isso, pois cria um momento diferente.

Tendo em conta a vossa experiência, o que é que resulta mais em termos de disposição da pista de dança, atitude dos noivos, tipos de música, efeitos de luzes e horário do baile?
Depende muito do espaço, mas a pista deve estar perto do bar, o que muitas vezes não acontece, e deve ser visível e central, próxima de todos os convidados.
Em termos de atitude dos noivos, como é natural, quanto mais os noivos dançarem e forem animados, mais os convidados aderem.
Os tipos de música devem ser diversificados para chegar a toda a gente e variam um pouco de acordo com o público alvo (noivos e convidados), embora haja géneros musicais mais comerciais que funcionam quase sempre.
As luzes são também uma questão importante, muitas vezes desprezada. Penso que a partir do momento em que abre a pista, deve haver pouca luz na sala, concentrando-se a luz na pista.
O horário do baile vai depender muito da hora de início do casamento, mas regra geral, funcionam melhor os casamentos ao fim da tarde, seguidos de jantar.

E o que é que resulta menos?
Um factor muito importante é a questão dos "timings", que muitas vezes não são controlados pelos chefes de sala e são "estendidíssimos"; quando se abre a pista, as pessoas já estão fartas de ali estar.

Em que momento(s) da festa é que normalmente o baile é aberto?
Depois dos cafés e digestivos.

Também tocam durante a refeição?
Preferimos não tocar durante a refeição, pensamos que é o momento menos apropriado para tocar. Parece-me que no fim da refeição, quando as pessoas vão para a sobremesa, é já um bom momento para tocar, pois cria-se um espaço mais morto.

Que tipo de contacto é que costumam ter com os noivos antes do casamento?
Costumamos ter um contacto pessoal directo: temos sempre pelo menos 2 reuniões - uma para definir todas as questões e a segunda no local do evento para acertar todos os pormenores.

Qual é a vossa área (geográfica) de actuação?
Actuamos em todo o país, obviamente cobrando despesas de deslocação a partir do Porto sempre que a distância é superior a 50 kms.

Quantas horas é que costumam estar no local da festa? Há um limite?
Nunca estabelecemos um limite, mas passados estes anos começo a achar que se calhar não é assim tão descabido estabelecer algum limite razoável, pois muitas vezes se ultrapassa excessivamente esse limite.

Costumam trabalhar em parceria com outros profissionais de casamentos?
Não temos nenhuma parceria, mas aconselhamos muitas vezes (e somos aconselhados) outros profissionais que fomos conhecendo ao longo destes anos e que sabemos que fazem um bom trabalho.

Há algo que queiram acrescentar?
Sim, penso que devemos tentar ao máximo perceber o que os noivos pretendem e se o nosso produto se adequa ao que eles querem, pois algumas vezes não se adequa e não é só uma questão de preço.
Não devemos ter receio de recusar o trabalho, pois por vezes é preferível não o fazer.
Claro que é cada vez mais difícil recusar trabalho, mas penso que mesmo em termos comerciais é mais produtivo perceber qual é o nosso "target" e trabalharmos para esse "target".


Muito obrigada pela disponibilidade, Bruce Brothers!

27.6.12

Entrevista à FLOW, um atelier de design floral responsável por autênticas obras de arte

Gosto de recomendar profissionais com bom gosto e sobretudo com grande credibilidade e profissionalismo. Nesta área, como em muitas outras, considero importante ser-se muito selectivo e analisar muito bem o trabalho de quem se contrata. O casamento é um dia demasiado importante e temos mesmo que confiar nas pessoas que escolhemos para ficarem responsáveis por detalhes que consideramos essenciais.

Foi nesse sentido que decidi entrevistar Marta Ivens Ferraz, responsável pela FLOW. 
Para além das imagens que estão disponíveis no site do atelier, no blog e também na página do Facebook, esta entrevista permite-nos conhecer um pouco das perspectivas e da forma de trabalhar da Marta, que pude comprovar que é extremamente simpática, correcta e profissional.


1. Como surgiu o contacto com as flores?
Sou Arquitecta de formação. Durante alguns anos, após terminar o curso, trabalhei em ateliers de arquitectura. Era um trabalho de que gostava mas que não me preenchia totalmente. Gostava da vertente criativa, mas era também um trabalho muito técnico e que não dependia predominantemente de mim pois trabalhava para outros arquitectos. Confesso que o que mais me incomodava era ter pouco contacto com o exterior e não ter controlo sobre o meu tempo. Os horários eram desregrados e no fim do dia sentia-me mais cansada do que realizada.

Foi nessa altura que decidi fazer uma pausa e pensar no futuro, redefinir os meus objectivos profissionais e de vida. Foi uma decisão difícil porque significava uma reviravolta de 180º sem garantias de sucesso. Não sabia especificamente o que procurar e decidi experimentar várias coisas. Fiz um curso de ilustração científica, tive aulas de pintura, experimentei fazer joalharia. Sabia que procurava uma actividade com uma forte vertente artística, onde me pudesse exprimir livremente. Era esse o meu meio e não queria abdicar disso, nem negligenciar a minha formação em arquitectura, que é bastante transversal do ponto de vista criativo.

O contacto com as flores surgiu nesta fase. Nunca tinha pensado nas flores como matéria-prima artística e isso encantou-me. Foi uma descoberta que aconteceu no momento certo, era a oportunidade perfeita e não pensei mais noutra coisa. Tirei o curso de Design floral de um instituto norte-americano onde aprendi muito sobre a técnica dos arranjos florais, como cuidar das flores e que me deu as bases para trabalhar com segurança.


2. Como surgiu a ideia de se dedicar aos bouquets de noiva e também à decoração de casamentos?
Os bouquets de noiva e a decoração de casamentos surgiram naturalmente. Cedo percebi que a maior satisfação é o contacto com as pessoas e com a natureza. Nada me dá mais alegria e me proporciona maior realização pessoal e profissional do que ver uma noiva emocionar-se de alegria na altura que vê pela primeira vez o seu bouquet, ou receber mensagens de agradecimento dos noivos quando vêem os arranjos no próprio dia do seu casamento. É um privilégio poder participar em momentos importantes e marcantes na vida das pessoas. É isso que quero continuar a fazer cada vez mais e por isso devo confessar que o trabalho de preparação de eventos e casamentos é o que me traz mais satisfação.



3. O seu trabalho é bem recebido em Portugal?
Penso que sim. Embora não tenhamos ainda uma grande tradição de decoração floral para eventos e casamentos, cada vez mais as pessoas vão-se apercebendo que as flores podem fazer a diferença, e com o passar do tempo tenho visto um interesse crescente nesta área.


4. Em geral, quais são as diferentes etapas do seu trabalho desde o primeiro contacto com os noivos?
Só realizamos arranjos florais por medida, personalizados, específicos para um determinado local e para cada cliente, por isso, e para corresponder às expectativas, há um "trabalho de casa" a realizar.

Antes de fazer uma proposta falo com as minhas noivas, trocamos ideias e até costumo enviar um pequeno questionário com os detalhes de que necessito para elaborar uma proposta adequada. Depois reunimo-nos, e tento perceber qual é a sua visão, o estilo do local, quais as flores disponíveis para a época, as cores pretendidas e qual o “budget” com que posso trabalhar. Com base nestes dados faço uma proposta. É sempre um trabalho em conjunto e penso que é por isso que me dá tanta satisfação. Tento acompanhar os meus clientes em todas as suas decisões e proponho alternativas até chegarmos ao resultado esperado. Todo este processo demora algum tempo e por isso tudo tem de ser tratado com alguma antecedência, mas é a única forma de garantir o resultado pretendido.


5. É comum os noivos terem desde o início uma ideia definida do estilo que pretendem?
Depende, há de tudo. Há noivos que têm uma ideia muito clara daquilo que querem e outros que não fazem a menor ideia, mas é comum todas as ideias que têm serem transformadas. Dou sempre o exemplo dos vestidos de noiva: uma pessoa sonha com o vestido e normalmente tem uma ideia muito concreta do que quer, mas quando experimenta "o vestido" todas essas ideias desaparecem e muitas vezes são opostas ao que tinham pensado. Com as flores acontece o mesmo!


6. Como explica a disparidade de preços entre um ramo normal e um ramo de noiva com as mesmas flores?
Esta é uma questão muito pertinente. Penso que qualquer pessoa que não esteja directamente ligada ao negócio pensa nela. As flores não são mais caras por serem para um bouquet de noiva; o que acontece é o seguinte:

Vamos supor que vou fazer um ramo de noiva, escolho a cor principal das flores e mais dois tons aproximados (um abaixo e outro acima) encomendo pelo menos 40 pés de cada tom, ou seja, um ramo que leva 20 pés de flores tem por trás pelo menos 120 pés que não se vêem, além disto os meus ramos têm uma grande variedade de flores, portanto para encomendar uma quantidade suficiente de cada flor é muito dispendioso. Junta-se o facto de ser muito cautelosa e normalmente ter um plano B, uma alternativa em quantidade suficiente se alguma coisa falhar. Depois das flores chegarem e de as arranjarmos começa o processo de as abrir até à altura certa, umas estragam-se pelo caminho, outras não abrem, outras abrem demasiado, quando finalmente vou fazer o ramo 1/3 das flores já não aproveito. Além de todo este processo temos também de ter em conta todas as reuniões e tempo despendido para ultimar todos os pormenores com a noiva.


7. Nota alguma diferença nos critérios dos noivos e/ou no tipo de bouquets e de decoração de há uns anos para cá?
A principal diferença que tenho vindo a notar é o crescente interesse no que diz respeito à decoração floral. Penso que há uns anos atrás era muito mais difícil fazer ver às pessoas a enorme diferença que faz uma decoração coesa e pensada para todo o evento. Acho que a informação que chega do estrangeiro têm contribuído para isso. Penso que as pessoas estão mais informadas e por isso mais exigentes, o que é óptimo!


8. E as tradições têm mudado?
Na minha perspectiva não. Há muitos tipos de casamento, os tradicionais, os mais conservadores, há sempre alguém mais atrevido e vanguardista, mais romântico... E embora todos procurem a diferença, não tenho visto realmente uma mudança nesse sentido.


9.Há algum estilo de decoração que seja da sua preferência?
Tendencialmente gosto mais de arranjos com um aspecto natural, mais próximo da natureza. Tento não "contrariar" as minhas flores e aproveitar ao máximo as diferenças que têm. Adoro quando chega uma flor torcida cuja posição não é óbvia, adoro o desafio!

Tenho a grande sorte de fazer o que gosto e acho que ao longo do tempo tenho vindo a formar uma visão própria dos meus arranjos, uma linha condutora do meu trabalho e penso que as pessoas me procuram por isso mesmo.


10. O que é que acha que deve ou não deve combinar num casamento, especialmente em relação a cores?
Acho que não há regras assim tão rígidas. Gosto de experimentar mas é preciso ir com alguma cautela no que diz respeito às cores.

Para mim funciona sempre melhor escolher uma cor e fazer variações de tom, é sempre uma aposta segura!


11.Tem material próprio que costuma reutilizar em diferentes casamentos, ou compra tudo aquilo de que precisa de propósito para cada casamento?
Tenho material meu que utilizo nos casamentos e muitas vezes compro acessórios específicos para cada caso. Gosto de pensar que tenho 2 ou 3 básicos que posso complementar com material alugado ou com material que compre especificamente para aquele evento.


13. Fornece outro tipo de serviços complementares?
Embora o meu negócio esteja completamente direccionado para as flores, em quase todos os casos acabo por ajudar as minhas noivas com uma série de outras vertentes, porque dou uma grande importância à correlação de todos os aspectos da decoração. Os arranjos florais sobressaem muito mais se estiverem inseridos e coordenados com tudo o resto.

Acabo por ter uma relação muito próxima com as minhas noivas e vamos vendo crescer todos os preparativos, acabamos por desenvolver uma relação de confiança que permite esta interacção. Muitas vezes ajudo a encontrar os vestidos, a fotografia, o local, os sapatos... dou conselhos sobre estacionário... enfim, tudo o que precisarem.


14. Trabalha em colaboração com outros profissionais de casamentos?
Sim, tento estar rodeada por profissionais com os quais me identifico, que tenham o mesmo posicionamento que eu, que encarem os clientes da mesma forma e com os quais sei que posso contar!


15. Se casasse agora, que tipo de escolhas faria?
Hummm, que pergunta difícil...

Faria muita coisa diferente, acho que optava por uma cerimónia mais íntima, faria eu as flores, tinha feito um bolo de casamento maior! Apostava no que agora considero ser importante: as imagens que guardamos do dia, o vestido, o local e, claro, a comida! 
No fundo, acho que contratava a minha sósia para fazer o planning e eu poder estar descansada...


Muito obrigada, Marta!

25.4.12

Entrevista aos fotógrafos da empresa Miller Studio

Já há algum tempo que não entrevistava nenhum fotógrafo [podem ver todas as entrevistas neste link], e desta vez falei com a empresa Miller Studio, que faz um registo muito interessante e cheio de elegância.
Tenho que agradecer por toda a simpatia e pelo profissionalismo que demonstram.



Há quanto tempo é que fotografam casamentos?
Trabalhamos em Fotografia há largos anos e desde sempre fotografámos casamentos de amigos, a pedido dos próprios. Temos uma forma muito particular de fotografar um casamento, e os pedidos dos amigos foram aumentando, passando para os amigos dos amigos. Então, há cerca de quatro anos, criámos o conceito Miller Studio (www.millerstudiolx.com)  – dois fotógrafos que combinam a Fotografia de Reportagem com a Fotografia Fine Art, captando noivos e convidados de forma espontânea e criativa.

Sempre sonharam ser fotógrafos e, em particular, fotógrafos de casamentos?
A Fotografia sempre foi uma paixão para ambos e, apesar de termos iniciado as nossas carreiras por outras áreas, acabámos por nos render a esta paixão. Na realidade, na Fotografia encontramos uma conjugação perfeita, pois temos gostos e estilos muito similares neste aspecto.
Fotografamos cada casamento em conjunto, o que cria um registo completamente diferente. Além disso, aproveitamos os conhecimentos que temos de vários campos da Fotografia (Interiores, Publicidade, Retrato, Lifestyle, Reportagem) e aplicamos os mesmos à Fotografia de Casamento. Talvez, por isso, as nossas imagens são criativas e originais sem nunca esquecer a qualidade técnica.
Adoramos fotografar casamentos porque nos permite explorar vários tipos de Fotografia num só dia: Fine Art, Reportagem, Retrato, entre outros … e porque é muito divertido!

Há algo que os tenha surpreendido neste mundo dos casamentos?
Tendo uma extensa experiência em outros campos da Fotografia, quando começámos a fotografar casamentos fizemo-lo com o mesmo profissionalismo. Acreditamos num serviço personalizado, por isso fotografamos cada casamento com toda a criatividade, atenção e preocupação. Todavia, claro que o nosso trabalho nos casamentos tem contornos muito mais emocionais e criativos que em outras áreas da Fotografia.

Como é que os noivos os costumam abordar pela primeira vez?
Normalmente, chegam até nós por nos conhecerem de outros casamentos, ou porque se cruzaram com o nosso trabalho na Internet.

Marcam alguma reunião antes do casamento para que se conheçam melhor? Costumam fazer sessões fotográficas de noivado?
Para nós, é essencial reunir com os noivos antes do casamento. Não há duas pessoas iguais e nós gostamos de personalizar o nosso trabalho, pelo que se torna fundamental conversar com os noivos, saber os seus gostos, as suas necessidades e preocupações. Se viverem no estrangeiro, “reunimos” via Internet. Também visitamos sempre os espaços do casamento antes do dia.
Costumamos fazer sessões antes e/ou depois do casamento. Podem ser sessões mais descontraídas ou mais formais, em ambiente escolhido pelos noivos ou sugerido por nós.

Que vantagens é que vêem nessas sessões?
As sessões de noivado são uma recordação fantástica para os noivos mas também uma óptima forma para saberem como fotografamos. No dia do casamento, ficam muito mais à vontade! Depois, podem também usar as imagens da sessão na decoração do casamento.

E nas sessões depois do casamento, como Trash the Dress?
Não gostamos muito de chamar Trash the Dress às sessões depois do casamento. Claro que o vestido tem um papel fundamental como adereço, contudo para nós não é o elemento central mas sim o casal e o seu amor.
Se por um lado não existe aquela magia muito especial que há no casamento, por outro as sessões posteriores permitem fazer fotografias sem o stress próprio do dia. Normalmente, são sessões que duram entre 3 e 4 horas, onde podemos fotografar em mais do que um ambiente.
Adoramos fazer estas sessões, resultam em fotografias inesquecíveis.

Notam muitas diferenças na atitude dos noivos nessas 2 sessões, ou mesmo comparando com o dia do casamento?
Claro que sim. No dia do casamento, os noivos têm presente a preocupação do tempo e o facto de quererem partilhar o momento com os seus convidados. Sendo um dia especial, essa magia transmite-se nas suas expressões. Nas outras sessões, podemos explorar outras opções, criar imagens diferentes, por vezes mais intimistas.

Há alguma dica que queiram dar aos noivos?
A única dica que repetimos a todos os noivos é que aproveitem o SEU dia! Que relaxem e se divirtam num dia que é único. Depois de meses a preparar o casamento, o grande dia passa muito depressa, por isso o melhor é mesmo aproveitar tudo ao máximo.

Costumam dar sugestões relativamente ao vestido, ao fato, ao bouquet, ao local ou a outros pormenores?
Tentamos sempre criar uma relação que permita aos noivos contarem connosco nas mais variadas questões. Devido à experiência que temos, podemos ajudá-los nesse sentido. Desenvolvemos projectos para a decoração dos espaços, ou os convites, sugerimos profissionais com que costumamos trabalhar mas também podem contar connosco apenas para dar uma ideia ou opinião.

No dia do casamento, como fazem para conseguir ter tempo para tirar fotos ao noivo e à noiva antes da cerimónia?
Não costumamos fazer fotografias dos preparativos do noivo, porque originam sempre imagens com muita pose. Aquilo que sugerimos é a reportagem dos preparativos da noiva, da maquilhagem, dos cabelos. Aproveitamos esse momento para fazer ainda fotografia mais ao estilo Fine Art, do vestido, das flores e acessórios. Depois, seguimos para a Igreja e fotografamos o noivo e os convidados a chegar.

Costumam tirar fotos aos convidados com os noivos? Como fazem para que não se torne aborrecido?
Durante a festa, fotografamos os convidados e os noivos utilizando o conceito de fotojornalismo, o que quer dizer que enquanto todos estão a confraternizar, as fotografias vão surgindo. Depois, tanto podemos estar a fotografar sem que a pessoa se aperceba como nos podem pedir para fazer uma fotografia com um grupo de amigos. No entanto, até as fotografias de grupo, por serem espontâneas acabam por ser naturais e muito divertidas.

Há algum ritual de hoje em dia que achem que deveria mudar?
Num casamento, não devem existir regras e rituais rígidos. Achamos que o mais importante é que os noivos planeiem o seu casamento ao seu gosto e estilo. Gostamos imenso de casamentos originais, pois acabam constantemente por ser mais interessantes de fotografar.

Qual é o momento que preferem num casamento?
Gostamos de todos os momentos por várias razões, pela criatividade, pelo divertimento, pela emoção. Adoramos particularmente o momento em que os noivos olham um para o outro transmitindo a felicidade de um sonho que se concretizou. Confessamos que também nos comove sempre que entregamos os álbuns e as fotografias e vemos a alegria e a emoção dos noivos, a certeza de que aquele registo é o que sempre ambicionaram, que aquelas fotografias contam mesmo a sua história.

Aconselham os noivos a terem fotografia e vídeo? Que opções é que costumam oferecer?
Temos várias opções que incluem, além da fotografia, vários tipos de álbuns, books, sessões fotográficas, vídeo, hair and make-up artist, entre outros. Também podemos fazer uma proposta personalizada.
A reportagem em vídeo é outra forma de registar os acontecimentos do casamento. As nossas reportagens são muito dinâmicas e incluem som ambiente do próprio dia e músicas ao gosto dos noivos. O vídeo é um registo diferente, que juntamente com a fotografia cria uma recordação completa.

Em que formato é que os noivos têm acesso às fotos? Está incluído um álbum? Ficam com as fotos em formato digital e em alta resolução?
Após o casamento, fazemos uma pré-selecção e a pós-produção digital de todas, mesmo todas, as imagens. Disponibilizamos, depois, entre 700 a 1200 fotografias numa galeria privada. Entregamos também as fotografias em alta-resolução, para que os noivos fiquem com a totalidade das fotografias com toda a qualidade em arquivo.

E os convidados? Têm acesso a algum site onde possam escolher as fotos que querem, ou os noivos é que tratam disso?
Os convidados podem também aceder à galeria privada, onde além de ver têm a possibilidade de adquirir fotografias em suportes e dimensões variadas.

Têm algum estilo preferido de edição?
Utilizamos vários estilos diferentes, cada um irá adequar-se melhor a uma fotografia em específico. O resultado final inclui fotografias mais naturais (menos pós-produzidas), fotografias a preto e branco e outras mais trabalhadas. Aquilo que queremos é que os noivos olhem para as fotografias e possam reviver o seu dia.

Se casassem hoje, que tipo de escolhas fariam?
Pensámos no nosso casamento de forma a que fosse um momento divertido, elegante e intemporal. Não mudávamos nada, foi um dia perfeito!
Quem sabe se não juntamos a família e os amigos para declaramos novamente o nosso amor? Claro que depois teríamos que voltar às praias paradisíacas da Ásia para reviver a lua-de-mel…


A desculpa para uma segunda lua-de-mel parece-me perfeita ;)
Muito obrigada pela entrevista!

8.3.12

Entrevista a Sérgio Brilha, videógrafo da LiveWeddingVideo

O Sérgio Brilha é um profissional que eu recomendo vivamente, tanto por todos os vídeos dele que já vi como pela forma como trabalha e se relaciona com as pessoas. 
E confesso que sinto uma satisfação imensa quando fico a conhecer de perto o trabalho de alguém e vejo competência, responsabilidade e honestidade :) Infelizmente isso não acontece assim tantas vezes e, quando acontece, sinto-me mesmo na obrigação de 'passar a palavra'.


Quando é que começou a trabalhar como videógrafo?
Comecei a trabalhar em vídeo quando frequentava o 3º ano do curso de Audiovisuais e Multimédia. Na altura entrei no mundo dos casamentos numa empresa que fazia vídeo para vários fotógrafos. Foi uma boa experiência pois deu-me alguma bagagem na operação de câmara e edição.
Depois criei a minha própria empresa de vídeo e desenvolvi o projecto “LiveWeddingVideo”. 

Há quanto tempo trabalha com casamentos?

Trabalho desde 2000.

Sempre sonhou ter esta profissão?
Fui para o curso de comunicação porque queria ser jornalista. Cheguei a trabalhar no jornal “Record”. Com essa experiência percebi que não era aquilo que queria fazer no futuro. Foi aí que optei por escolher a vertente de audiovisuais e multimédia. Penso que foi a melhor opção!



Há algo que o tenha surpreendido neste mundo dos casamentos?
O que me surpreendeu, do ponto de vista do meu trabalho, é a tremenda complexidade e responsabilidade no nosso trabalho. É um dia único na vida das pessoas e que não se pode repetir. O filme de casamento é um documento único e que deve ser tratado da maneira mais profissional possível.



Como é que os noivos o costumam abordar pela primeira vez?
Normalmente é porque já estiveram num casamento onde trabalhámos ou aconselhados por pessoas que conhecem o nosso trabalho.
 
Com que antecedência é que o devem contactar?
Com alguns meses de antecedência, principalmente as datas que têm maior procura.



Marca alguma reunião antes do casamento para que se conheçam melhor? Costuma fazer algum vídeo com os noivos antes do casamento?
Sim, é essencial uma reunião para um conhecimento mútuo. Preciso de saber o que os noivos esperam do seu vídeo. Gosto de mostrar vários exemplos de trabalhos, porque os noivos são diferentes, os locais são diferentes e não há 2 vídeos iguais.
Quanto a realizar um vídeo antes do casamento depende do pack que escolhem. Mas estamos a desenvolver  ideias para que um vídeo pré-matrimónio seja uma mais valia.



Há alguma dica que queira dar aos noivos?
Quero lembrar que o registo de imagem (fotografia ou vídeo) é bastante importante para que o dia de casamento se perpetue.

No dia do casamento, como faz para conseguir captar imagens do noivo e da noiva antes da cerimónia?
O nosso conceito engloba os preparativos do noivo e da noiva. Para isso desloco-me aos locais onde eles estão. Por vezes é um exercício complicado, mas até hoje sempre se conseguiu gravar os dois. Estas questões são debatidas nas reuniões com os noivos para nada falhar no “grande dia”. 



Desloca-se a qualquer parte do país?
Sim, até gosto de ir a locais diferentes. Claro que com deslocações longínquas há uma logística que tem de ser levada em conta.



Se os noivos pretenderem, fornece também o vídeo em bruto?
Forneço sempre, faz parte de todos os packs. 



Como faz para escolher as músicas?
Em termos musicais tenho uma conversa com os noivos. Gosto de saber aquilo que eles ouvem, se há músicas especiais para eles. Tento mostrar que para editar há músicas que resultam melhor. Mas chega-se sempre a um consenso.

Tem parcerias com profissionais de outras áreas relacionadas com o casamento?
Não tenho, nem tenciono fazer qualquer tipo de parcerias. Existem alguns fotógrafos que me aconselham e agradeço por esse facto.



Qual é o momento que prefere num casamento?
O momento alto é a cerimónia e dá imagens com muito sentimento.




Muito obrigada, Sérgio!
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