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8.6.11

Casar pela segunda vez

Wedding Chicks

Os segundos casamentos são tão importantes como os primeiros, e merecem ser celebrados como tal.
Representam a união entre 2 pessoas que, apesar de possivelmente terem perspectivas sobre o casamento diferentes das que tinham no passado, se amam e querem festejar o início da vida em conjunto.
Portanto, há que esquecer os preconceitos (nossos ou dos outros) e organizar uma festa à nossa imagem, sem receio de poder não parecer bem.

Há imensas situações diferentes:

- pessoas que casaram pela primeira vez na igreja (Igreja Católica) e que agora, mesmo tendo vontade de fazer algo semelhante, não têm permissão
 [Neste caso, podem fazer uma cerimónia civil e ter também uma bênção religiosa, quer no próprio local (em alguns lados há até capelas privadas, onde este tipo de celebração é permitido) quer numa igreja.]

- pessoas que casaram pela primeira vez pelo registo civil e agora querem ter uma cerimónia religiosa

- pessoas que preferem casar pelo registo civil

- pessoas que são viúvas e podem optar pelo tipo de cerimónia


Em muitos destes casos, as pessoas têm filhos de outros casamentos, e pode não ser fácil lidar com isso.


Normalmente, uma boa ideia é falar-lhes acerca do casamento antes de contar a todas as outras pessoas, e fazer com que se sintam parte importante da ocasião e da nova família que se está a formar.
Pode ser também importante falar com os "ex", precisamente por haver filhos em comum.
Depois, a não ser que os filhos não demonstrem grande vontade, os noivos podem tentar envolvê-los nos preparativos (podem até ter o seu nome incluído nos convites) e contar com a participação deles em vários momentos do casamento:

- podem entrar juntamente com a noiva e/ou com o noivo

- podem fazer uma leitura

- podem participar num ritual que envolva a família inteira, como por exemplo uma bênção, o ritual das areias (em que cada um tem um frasquinho com areia de uma cor e depois todos colocam a areia num recipiente único, à vez; depois disso, nunca mais será possível recuperar a areia de cada cor tal como era no início, simbolizando a união familiar) ou até cada um acender uma vela a partir de uma vela principal






- podem participar na primeira dança, juntamente com os noivos

- podem ficar sentados na mesa dos noivos


Quanto à lua-de-mel, vai depender imenso da idade dos filhos (pode inclusive haver filhos do próprio casal, e serem bebés) e também da relação com outros familiares.
Podem optar por viajar todos juntos, por viajar só o casal e deixar os filhos com familiares (ou com o pai ou a mãe das crianças), ou até por viajar o casal uns dias e depois ter uma segunda viagem com os filhos.

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Relativamente ao tipo de festa de casamento, o único conselho que dou é que seja diferente da primeira. Talvez não seja boa ideia escolher as mesmas cores, o mesmo tipo de bouquet, ou até o mesmo local.

De resto, acho que se deve ter total liberdade nas escolhas, sem medos, e possivelmente até aproveitar para arriscar um pouco mais do que da primeira vez. Esta é a oportunidade ideal para fazer algo mais inconvencional, se essa for a vontade.

Quando à roupa, também não considero que haja regras.
Se apetecer usar um vestido branco cheio de volume, o que é que impede??
Se, pelo contrário, a noiva quiser algo mais simples, pode então usar um vestido com corte mais a direito ou mesmo um vestido curto (e há alguns lindíssimos!).
Há também quem opte por usar vestidos de cores diferentes, quer na totalidade quer em pequenos detalhes, como uma faixa ou uns bordados.
Depois há pessoas (sobretudo mais velhas) que preferem usar um vestido mais simples conjugado com um casaco de cerimónia, ou mesmo um conjunto de saia e casaco. Pode ficar muito bonito.
Podem ver sugestões neste post e também nas seguintes fotos:





E estas imagens levam-me a falar do bouquet, que acho perfeitamente adequado, independentemente da idade.

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Tentei abordar vários pontos que normalmente suscitam dúvidas. No entanto, se acharem importante falar de outros aspectos, digam, por favor.

24.3.11

Constituir família? Quando??

Há uns tempos, tive a oportunidade de ler vários testemunhos de mulheres que estavam com dificuldade em engravidar. Já antes tinha ouvido algumas histórias, mas só naquele momento percebi o quão doloroso pode ser esperar anos para ter um filho, fazer tratamento atrás de tratamento e, muitas vezes, ver a relação a dois afectada e um certo sentimento de culpa de ambas as partes. Como estavam protegidas pelo anonimato, desabafavam abertamente, e isso fez-me de certa forma ver o mundo e os problemas pelos olhos delas. Fez-me bem, sem dúvida.
Mais recentemente, tenho vindo a pensar acerca desta questão de uma forma mais abrangente. Deve ser extremamente complicado querer ter filhos e, por algum motivo, não poder, e ver a idade a passar e as hipóteses a diminuir. E, mesmo que seja injusto colocar no mesmo patamar a fertilidade e outras causas não tão delicadas, a verdade é que elas existem e também provocam sofrimento.
Sentir o relógio biológico a dar sinal e saber que não dá mesmo (quer seja pela fase profissional, pelo local onde se está a morar, pelas possibilidades financeiras, por questões familiares ou por outros motivos), e entretanto ver grávidas por todo o lado, incluindo pessoas mais novas que nós e pessoas que casaram (ou têm um relacionamento estável) há menos tempo do que nós, pode ser bastante complicado.
Claro que é certo que (quase) nunca é o momento ideal para ter filhos, e que muitas vezes mais vale tomar a decisão e depois fazer alguns sacrifícios, que de facto são naturais. Muitos dos nossos pais também não estavam no momento ideal das suas vidas quando decidiram ter filhos, mas com esforço e grande força de vontade conseguiram que não nos faltasse nada e que tivéssemos todos uma vida "normal".
No entanto, há momentos - por vezes bastante longos - em que é totalmente impossível tomar uma decisão dessas e em que, se não queremos ser obrigados a redefinir prioridades que afectarão grandemente o nosso futuro, fica complicado esperar.

A verdade é que até perto dos 40 ainda há tempo, e há que descontrair e tentar aproveitar ao máximo os momentos a 2 ;)

1.2.10

a educação dos filhos, e um texto a não perder



Acabei de ler este texto, escrito na sequência de um outro, e fiquei tão positivamente impressionada que resolvi partilhar.
Fala sobre a educação dos filhos segundo uma perspectiva que eu acho fantástica.

Não se vão arrepender de ler, de certeza absoluta!

E aproveito para dar os parabéns à autora do blog Mãe preocupada, que escreve muitíssimo bem e que levanta questões muito muito pertinentes.

7.7.09

E depois do casamento??

Depois do casamento convém aproveitar a nova vida, namorar muito, aprender a lidar com as novas situações e, assim, fortalecer ainda mais a relação.
Entretanto, há que pensar nos filhos :)

E quem é que ainda não se pôs a imaginar nomes para os seus bebés??
Eu confesso que, bem no início do namoro, tivemos uma conversa deste tipo e um nome ficou decidido :p O problema é que é um nome de menina, e não conseguimos encontrar absolutamente nenhum nome para menino!! Por acaso, já com os meus pais tinha acontecido o mesmo: só tinham nomes para menina, e ficaram sem saber o sexo até ao dia em que nasci.

Os critérios para a escolha do nome variam muito. Há quem goste de um nome desde sempre e então nem hesite em dá-lo a um filho, há quem queira homenagear um ídolo, há quem opte por um nome que está muito na moda, há quem queira dar um nome original, e há quem tente criar algo de novo.

De qualquer forma, acabamos por verificar que determinados nomes predominam em determinadas épocas. Na altura dos meus pais nasceram muitas Marias qualquer coisa, muitas Fátimas, muitas Rosas, muitas Lurdes, muitas Carolinas, muitas Luísas, e muitos Josés, muitos Joaquins, muitos Fernandos, muitos Manueis.
Na minha altura, nasceram muitas Anas (em cada turma iam pelo menos até ao número 5), muitas Joanas, muitas Veras, muitas Dianas.
Depois disso, houve a moda dos nomes como Jéssica, Cátia Vanessa, Rute Marlene, e outros assim.

Nos últimos tempos, em Portugal, as pessoas começaram a escolher nomes supostamente mais tradicionais, muitos deles nomes de reis. Tal como podemos ver na notícia do Público http://ultimahora.publico.clix.pt/noticia.aspx?id=1390335&idCanal=62 , hoje em dia opta-se por nomes como Afonso, Dinis, Santiago, Gonçalo, Martim, Rodrigo, Tomás, Constança, Matilde, Beatriz, Leonor. De facto, há uns anos atrás muitos destes nomes eram vistos apenas em pessoas de famílias mais tradicionais e, normalmente, mais ricas. Agora vêem-se por todo o lado.

Eu gosto de muitos desses nomes. No entanto, acho que não seria capaz de dar a um filho um nome que estivesse na moda. Não deve ser muito agradável sermos tratados por Ana 2 ou Afonso 4, ou terem que usar o apelido para nos identificar. Claro que isso não quer dizer que eu seja adepta de dar nomes estranhos, correndo o risco de provocar traumas na criança. Mas a verdade é que a escolha é grande.

Outra coisa de que já me apercebi é que, muitas vezes, gostarmos ou não de um nome depende da forma como nos habituamos a ele, e da pessoa a que ele pertence. Não me parece que, há uns 10 anos, houvesse muita gente a achar piada ao nome Santiago. Agora já todos nos habituámos.

Sei, no entanto, que pouca gente concorda com este meu ponto de vista de tentar evitar que o nosso filho tenha o mesmo nome de 5 pessoas da turma dele.

Para além disso, tenho reparado que se dá muito mais importância à originalidade do apelido (sobrenome) do que ao nome próprio. As pessoas preocupam-se imenso com a combinação dos apelidos do pai e da mãe, com o quão bonitos e raros são, e com possíveis alterações na ordem para o conjunto ficar com melhor aspecto. Sinceramente, é algo que não entendo muito bem...
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