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4.12.12

Formas interessantes de identificar as mesas

Style Me Pretty

Ficam aqui algumas sugestões de placards, de marcadores de mesas e também de decoração. Para verem mais ideias, podem clicar neste e neste links.

Martha Stewart Weddings; blog.bohoweddingsandevents.com

Love My Dress

thenaturalweddingcompany.co.uk; Style Me Pretty

Style Me Pretty

Once Wed

Once Wed

Wedding Chicks; stefansistersbridal.tumblr.com

Style Me Pretty; everylastdetailblog.com

15.11.12

Diferenças entre os casamentos do Brasil, de Portugal e do Reino Unido

esquerda - casamento no Brasil (imagem: Constance Zahn); centro - casamento em Portugal (imagem: Lírio); direita - casamento no Reino Unido (imagem: Marianne Taylor)

Neste post, pretendo falar de tradições e de hábitos destes três países (Brasil, Portugal e Reino Unido) no que diz respeito aos casamentos, uma vez que me perguntam muitas vezes quais são as principais diferenças.

É evidente que terei que generalizar em quase todos os casos, não significando, portanto, que muitos noivos desses países não façam escolhas diferentes. Em qualquer uma das 3 culturas há muitas excepções, mas eu apenas tentarei referir-me ao que é mais comum.


CASAMENTOS NO BRASIL

imagem: Domus XX

- começam muitas vezes já de noite, e prolongam-se até de madrugada

- tendo em conta o horário dos casamentos, é comum as convidadas usarem vestidos longos e com brilho

- os noivos contratam um cerimonialista para ajudar com o planeamento e com o protocolo

- muitos casais usam alianças de noivado, que passam depois a ser usadas como alianças de casamento

- costuma haver festa de noivado

- uns tempos antes do casamento há o Chá de Panela, em que são oferecidos presentes

- muitas noivas optam por vestidos rendados e com mangas

- costuma haver vários casais de padrinhos, que têm um grande destaque, fazendo parte do 'desfile' que há no início da cerimónia

- as flores são elementos essenciais na decoração tanto do local da cerimónia como do local da recepção, e costumam estar presentes em grande quantidade

imagem: Camila Coutinho

- muitas noivas escrevem os nomes das amigas solteiras na bainha do vestido, simbolizando a amizade e o desejo de que também casem e sejam felizes

- muitas vezes, as festas decorrem em salões específicos para grandes eventos

- é típico haver um 'bar de caipirinhas'

- o baile é muito importante, e toda a gente dança imenso e durante várias horas

- frequentemente, as convidadas recebem Havaianas para poderem dançar mais confortavelmente

imagem: Constance Zahn

- costuma haver uma mesa com docinhos pequenos, como brigadeiros

- faz parte da tradição oferecer "bem-casados", doces que simbolizam a união do casal

imagem: Hoje vou casar assim



CASAMENTOS EM PORTUGAL


imagem: Lounge Fotografia

- começam, em média, entre as 12h e as 15h, e grande parte da festa costuma ser de dia

- são festas longas, chegando a durar mais de 10 horas

- as convidadas, na sua maioria, usam vestidos de cerimónia curtos (sensivelmente pelo joelho)

- o noivo costuma oferecer à noiva um anel de noivado na altura do pedido de casamento

- normalmente não há festa de noivado

- os noivos costumam ter despedidas de solteiro/a organizadas pelos padrinhos ou por outros amigos

- há normalmente 1 ou 2 casais de padrinhos

- a decoração é bem mais discreta do que nos casamentos brasileiros

imagem: Branco Prata


imagem: Lounge Fotografia

- no final da cerimónia, os convidados felicitam os noivos com arroz e/ou pétalas 

- é comum fazer a festa numa quinta destinada a eventos, com jardins e um salão grande

imagem: Quinta do Rio

- costuma haver um período de cerca de 1 hora para os aperitivos (em que os noivos aproveitam para tirar fotos com os convidados), o momento da refeição principal (que inclui entrada, prato de peixe, prato de carne, sobremesa, café e vinhos variados), buffet de sobremesas e buffet de queijos; muitas vezes há também, mais tarde, uma ceia

- as bebidas costumam ser ilimitadas, havendo bar aberto com todo o tipo de bebidas

- o corte do bolo é um momento muito importante e a que todos (noivos e convidados) dão grande destaque

imagem: Lounge Fotografia

- os noivos normalmente oferecem lembranças a todos os convidados

- é comum oferecer dinheiro como prenda de casamento



CASAMENTOS NO REINO UNIDO

imagem: Marianne Taylor

- a hora de início pode variar imenso; convém chegar mais cedo porque os noivos serão pontuais

- há um protocolo rígido, sobretudo na cerimónia, controlado pelos "groomsmen" (padrinhos)

- costuma haver várias "bridesmaids" (damas de honor/madrinhas) e vários "groomsmen", mas apenas uma "maid of honour" (a 'madrinha principal') e um "best man" (o 'padrinho principal')

imagem: Marianne Taylor

- as madrinhas organizam a despedida de solteira da noiva ("hen party") e os padrinhos organizam a despedida de solteira do noivo ("stag party"), que costumam ser festas muito animadas, com adereços espalhafatosos e com muita loucura pelo meio; muitas vezes, incluem viagens para outros países

- o noivo costuma oferecer um anel de noivado à noiva na altura do pedido de casamento

- normalmente, as convidadas usam vestidos curtos (sensivelmente pelo joelho) e chapéus ou fascinators

- é comum o noivo e os homens mais próximos usarem fraques, que muitas vezes são alugados

- a decoração costuma ser bastante clássica, predominando as rosas

- as festas decorrem muitas vezes em palácios, castelos e outros locais imponentes, com grandes jardins

imagem: Marianne Taylor

- é dada muito pouca importância ao catering, e a comida muitas vezes resume-se a poucos aperitivos, uma entrada, apenas um prato principal (sem possibilidade de repetição) e o bolo como sobremesa

- as bebidas são também limitadas

- o corte do bolo é muito discreto

- junto com os convites, é comum entregar mapas, informações sobre o local e detalhes acerca da lista de casamento

- os discursos não podem faltar, e normalmente ficam a cargo do pai da noiva, do noivo e do "best man", terminando com um brinde entre todas as pessoas da festa

- muitas vezes, há um "toastmaster", que normalmente é um convidado e que tem funções de cerimonialista

- os noivos contratam serviço de fotografia, mas não é comum pretenderem ter vídeo de casamento

imagem: Marianne Taylor

Concordam com estas diferenças?
Conhecem mais algumas?

31.10.12

Sugestões bem variadas de bouquets

chicvintagebrides.com

Martha Stewart Weddings; Flourish Florals

Anna Page Photography; Ruffled

flowers.org.uk; lifeworkmediablog.wordpress.com

Love My Dress; Belle The Magazine

Once Wed

youandyourwedding.co.uk; umla.tumblr.com

Ruffled

Ruffled

Ruffled

sherrijphotography.com

Ruffled; Wedding Chicks

Ruffled; Martha Stewart Weddings

Wedding Chicks

Style Me Pretty

Style Me Pretty

Style Me Pretty

27.6.12

Entrevista à FLOW, um atelier de design floral responsável por autênticas obras de arte

Gosto de recomendar profissionais com bom gosto e sobretudo com grande credibilidade e profissionalismo. Nesta área, como em muitas outras, considero importante ser-se muito selectivo e analisar muito bem o trabalho de quem se contrata. O casamento é um dia demasiado importante e temos mesmo que confiar nas pessoas que escolhemos para ficarem responsáveis por detalhes que consideramos essenciais.

Foi nesse sentido que decidi entrevistar Marta Ivens Ferraz, responsável pela FLOW. 
Para além das imagens que estão disponíveis no site do atelier, no blog e também na página do Facebook, esta entrevista permite-nos conhecer um pouco das perspectivas e da forma de trabalhar da Marta, que pude comprovar que é extremamente simpática, correcta e profissional.


1. Como surgiu o contacto com as flores?
Sou Arquitecta de formação. Durante alguns anos, após terminar o curso, trabalhei em ateliers de arquitectura. Era um trabalho de que gostava mas que não me preenchia totalmente. Gostava da vertente criativa, mas era também um trabalho muito técnico e que não dependia predominantemente de mim pois trabalhava para outros arquitectos. Confesso que o que mais me incomodava era ter pouco contacto com o exterior e não ter controlo sobre o meu tempo. Os horários eram desregrados e no fim do dia sentia-me mais cansada do que realizada.

Foi nessa altura que decidi fazer uma pausa e pensar no futuro, redefinir os meus objectivos profissionais e de vida. Foi uma decisão difícil porque significava uma reviravolta de 180º sem garantias de sucesso. Não sabia especificamente o que procurar e decidi experimentar várias coisas. Fiz um curso de ilustração científica, tive aulas de pintura, experimentei fazer joalharia. Sabia que procurava uma actividade com uma forte vertente artística, onde me pudesse exprimir livremente. Era esse o meu meio e não queria abdicar disso, nem negligenciar a minha formação em arquitectura, que é bastante transversal do ponto de vista criativo.

O contacto com as flores surgiu nesta fase. Nunca tinha pensado nas flores como matéria-prima artística e isso encantou-me. Foi uma descoberta que aconteceu no momento certo, era a oportunidade perfeita e não pensei mais noutra coisa. Tirei o curso de Design floral de um instituto norte-americano onde aprendi muito sobre a técnica dos arranjos florais, como cuidar das flores e que me deu as bases para trabalhar com segurança.


2. Como surgiu a ideia de se dedicar aos bouquets de noiva e também à decoração de casamentos?
Os bouquets de noiva e a decoração de casamentos surgiram naturalmente. Cedo percebi que a maior satisfação é o contacto com as pessoas e com a natureza. Nada me dá mais alegria e me proporciona maior realização pessoal e profissional do que ver uma noiva emocionar-se de alegria na altura que vê pela primeira vez o seu bouquet, ou receber mensagens de agradecimento dos noivos quando vêem os arranjos no próprio dia do seu casamento. É um privilégio poder participar em momentos importantes e marcantes na vida das pessoas. É isso que quero continuar a fazer cada vez mais e por isso devo confessar que o trabalho de preparação de eventos e casamentos é o que me traz mais satisfação.



3. O seu trabalho é bem recebido em Portugal?
Penso que sim. Embora não tenhamos ainda uma grande tradição de decoração floral para eventos e casamentos, cada vez mais as pessoas vão-se apercebendo que as flores podem fazer a diferença, e com o passar do tempo tenho visto um interesse crescente nesta área.


4. Em geral, quais são as diferentes etapas do seu trabalho desde o primeiro contacto com os noivos?
Só realizamos arranjos florais por medida, personalizados, específicos para um determinado local e para cada cliente, por isso, e para corresponder às expectativas, há um "trabalho de casa" a realizar.

Antes de fazer uma proposta falo com as minhas noivas, trocamos ideias e até costumo enviar um pequeno questionário com os detalhes de que necessito para elaborar uma proposta adequada. Depois reunimo-nos, e tento perceber qual é a sua visão, o estilo do local, quais as flores disponíveis para a época, as cores pretendidas e qual o “budget” com que posso trabalhar. Com base nestes dados faço uma proposta. É sempre um trabalho em conjunto e penso que é por isso que me dá tanta satisfação. Tento acompanhar os meus clientes em todas as suas decisões e proponho alternativas até chegarmos ao resultado esperado. Todo este processo demora algum tempo e por isso tudo tem de ser tratado com alguma antecedência, mas é a única forma de garantir o resultado pretendido.


5. É comum os noivos terem desde o início uma ideia definida do estilo que pretendem?
Depende, há de tudo. Há noivos que têm uma ideia muito clara daquilo que querem e outros que não fazem a menor ideia, mas é comum todas as ideias que têm serem transformadas. Dou sempre o exemplo dos vestidos de noiva: uma pessoa sonha com o vestido e normalmente tem uma ideia muito concreta do que quer, mas quando experimenta "o vestido" todas essas ideias desaparecem e muitas vezes são opostas ao que tinham pensado. Com as flores acontece o mesmo!


6. Como explica a disparidade de preços entre um ramo normal e um ramo de noiva com as mesmas flores?
Esta é uma questão muito pertinente. Penso que qualquer pessoa que não esteja directamente ligada ao negócio pensa nela. As flores não são mais caras por serem para um bouquet de noiva; o que acontece é o seguinte:

Vamos supor que vou fazer um ramo de noiva, escolho a cor principal das flores e mais dois tons aproximados (um abaixo e outro acima) encomendo pelo menos 40 pés de cada tom, ou seja, um ramo que leva 20 pés de flores tem por trás pelo menos 120 pés que não se vêem, além disto os meus ramos têm uma grande variedade de flores, portanto para encomendar uma quantidade suficiente de cada flor é muito dispendioso. Junta-se o facto de ser muito cautelosa e normalmente ter um plano B, uma alternativa em quantidade suficiente se alguma coisa falhar. Depois das flores chegarem e de as arranjarmos começa o processo de as abrir até à altura certa, umas estragam-se pelo caminho, outras não abrem, outras abrem demasiado, quando finalmente vou fazer o ramo 1/3 das flores já não aproveito. Além de todo este processo temos também de ter em conta todas as reuniões e tempo despendido para ultimar todos os pormenores com a noiva.


7. Nota alguma diferença nos critérios dos noivos e/ou no tipo de bouquets e de decoração de há uns anos para cá?
A principal diferença que tenho vindo a notar é o crescente interesse no que diz respeito à decoração floral. Penso que há uns anos atrás era muito mais difícil fazer ver às pessoas a enorme diferença que faz uma decoração coesa e pensada para todo o evento. Acho que a informação que chega do estrangeiro têm contribuído para isso. Penso que as pessoas estão mais informadas e por isso mais exigentes, o que é óptimo!


8. E as tradições têm mudado?
Na minha perspectiva não. Há muitos tipos de casamento, os tradicionais, os mais conservadores, há sempre alguém mais atrevido e vanguardista, mais romântico... E embora todos procurem a diferença, não tenho visto realmente uma mudança nesse sentido.


9.Há algum estilo de decoração que seja da sua preferência?
Tendencialmente gosto mais de arranjos com um aspecto natural, mais próximo da natureza. Tento não "contrariar" as minhas flores e aproveitar ao máximo as diferenças que têm. Adoro quando chega uma flor torcida cuja posição não é óbvia, adoro o desafio!

Tenho a grande sorte de fazer o que gosto e acho que ao longo do tempo tenho vindo a formar uma visão própria dos meus arranjos, uma linha condutora do meu trabalho e penso que as pessoas me procuram por isso mesmo.


10. O que é que acha que deve ou não deve combinar num casamento, especialmente em relação a cores?
Acho que não há regras assim tão rígidas. Gosto de experimentar mas é preciso ir com alguma cautela no que diz respeito às cores.

Para mim funciona sempre melhor escolher uma cor e fazer variações de tom, é sempre uma aposta segura!


11.Tem material próprio que costuma reutilizar em diferentes casamentos, ou compra tudo aquilo de que precisa de propósito para cada casamento?
Tenho material meu que utilizo nos casamentos e muitas vezes compro acessórios específicos para cada caso. Gosto de pensar que tenho 2 ou 3 básicos que posso complementar com material alugado ou com material que compre especificamente para aquele evento.


13. Fornece outro tipo de serviços complementares?
Embora o meu negócio esteja completamente direccionado para as flores, em quase todos os casos acabo por ajudar as minhas noivas com uma série de outras vertentes, porque dou uma grande importância à correlação de todos os aspectos da decoração. Os arranjos florais sobressaem muito mais se estiverem inseridos e coordenados com tudo o resto.

Acabo por ter uma relação muito próxima com as minhas noivas e vamos vendo crescer todos os preparativos, acabamos por desenvolver uma relação de confiança que permite esta interacção. Muitas vezes ajudo a encontrar os vestidos, a fotografia, o local, os sapatos... dou conselhos sobre estacionário... enfim, tudo o que precisarem.


14. Trabalha em colaboração com outros profissionais de casamentos?
Sim, tento estar rodeada por profissionais com os quais me identifico, que tenham o mesmo posicionamento que eu, que encarem os clientes da mesma forma e com os quais sei que posso contar!


15. Se casasse agora, que tipo de escolhas faria?
Hummm, que pergunta difícil...

Faria muita coisa diferente, acho que optava por uma cerimónia mais íntima, faria eu as flores, tinha feito um bolo de casamento maior! Apostava no que agora considero ser importante: as imagens que guardamos do dia, o vestido, o local e, claro, a comida! 
No fundo, acho que contratava a minha sósia para fazer o planning e eu poder estar descansada...


Muito obrigada, Marta!
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