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22.5.12

A moda diverte-me

 fotografia: Tony Dudley

Há imensas teorias, regras e verdades absolutas, mas que são diferentes consoante o momento. Acho mesmo interessante ver que os critérios são adaptados e as opiniões são imensamente influenciadas pelas colecções, pelos desfiles, mas sobretudo pelas "moda de rua" de pessoas que são consideradas 'modelos a seguir'. 
Achamos horríveis umas botas com grande plataforma (e chegámos no passado a chamar tudo e mais alguma coisa a quem usava algo assim), mas agora vemo-las nos pés de alguém que admiramos, dizemos que ainda não temos uma opinião formada e aos poucos vamos tentando moldar o nosso 'gosto'. 
Temos a regra do "menos é mais", mas surge uma determinada moda que nos faz argumentar que agora o que está in é "mais é mais". 
Em que é que ficamos? Poder-se-á dizer que a moda (ou a nossa moda) mantém os critérios e a personalidade, sim, mas num período limitado? Na nova estação, os critérios e a personalidade serão mantidos novamente, mas já serão diferentes dos anteriores. 
É evidente que a moda é dinâmica, mas os nossos critérios-base poderiam ser mais estáveis. A verdade é que não são, e isso diverte-me :)

2.4.12

Divagações e porquês

Costumo ouvir várias pessoas dizerem que não gostam de determinado estilo de vestido porque não faz o género delas. O que é que isso quer dizer? Acham o vestido feio? Simplesmente não o usariam?
Eu penso que, muitas vezes, a hipótese certa é a segunda… ou estarei enganada?
No meu caso, tenho noção de que só alguns modelos me assentariam bem, ou de que não são assim tantos os estilos com que me identifico, mas isso não invalida que eu goste de uma infinidade de vestidos diferentes. Sei que não usaria um vestido com "corte sereia" ou com "corte império", por exemplo, mas há imensos vestidos desses estilos que eu adoro!

E isso leva a outra questão: o que é que nos faz gostar de determinado vestido? Terá a ver com proporções estéticas definidas pelos criadores e pelos críticos de moda internacionais? Terá a ver com a moda actual?
Claro que podemos imediatamente dizer que o gosto é algo muito pessoal, mas a verdade é que esse gosto se vai moldando com o conhecimento e com a exposição à moda e à arte em geral ao longo dos tempos. O sentido estético vai-se desenvolvendo, mesmo continuando a variar imenso de pessoa para pessoa.

E, então, encadeia-se uma outra pergunta: se assim é, o que faz com que determinada pessoa se considere capaz de ser consultora de imagem? Que legitimidade tem? O facto de ler muito e até tirar um curso dá-lhe a capacidade para determinar o que é bonito ou feio no corpo dos outros, que até têm um estilo próprio? Caso isso seja verdade, suponho que haja alguma exactidão associada ao sentido estético. Para além disso, deve haver "gostos" que são considerados mais válidos do que outros. Será assim? Ou terá a ver com a quantidade de pessoas que se identificam com o tal "consultor de imagem" e que consideram que tem "bom gosto"? Será que essa pessoa cria um estatuto que depois lhe permite criar tendências e até alterar o gosto dos outros? De onde vem esse estatuto?

Para acrescentar a todos estes "porquês" [e parece que a minha idade deles nunca chegou verdadeiramente ao fim], tenho observado pessoas com gostos muito diferentes (opostos, diria) considerarem que o seu sentido estético é muito bom e não colocarem sequer a hipótese de seguirem recomendações de outras pessoas. Mas porque é que teriam que o fazer? Não tendo, porque é que continuamos a definir certas escolhas como "parolas" e outras como trendsetters?

Estas são perguntas para as quais não tenho resposta e que me têm feito reflectir.
Hoje decidi partilhá-las no blog :)

17.9.11

Sobre as tendências para casamento


Nunca vos aconteceu estarem numa loja e a pessoa que vos está a atender aconselhar uma peça dizendo que está a ser muito procurada ou muito vendida? Eu nesses casos tenho quase a mesma reacção que quando vejo listas com as tendências para casamento em determinada época.
É possível que a técnica de aconselhar o que está na moda resulte com algumas pessoas, mas eu pessoalmente prefiro escolher algo que tenha a ver comigo, quase independentemente do momento ou do que está "in".
É bom que haja novas colecções, sobretudo para alargar os horizontes e para mostrar peças diferentes das que já havia no mercado, mas não é por algo ser de uma colecção antiga que vai tornar um look desactualizado.
Com os vestidos de noiva, ou com os diferentes detalhes do casamento, este assunto ainda se torna mais pertinente. Supostamente só casamos uma vez na vida e, portanto, será mais importante fazermos tudo de acordo com uma moda temporária ou com as nossas personalidades e a nossa história de amor? A mim não importa se o vestido é da colecção de 2002 ou se misturo "tendências" decorativas de diferentes anos. O que acho essencial é mais tarde poder olhar para trás e continuar a reconhecer-me em tudo o que escolhi.
Claro que é bom saber que as novas colecções têm decotes de determinada forma, ou que há a possibilidade de ter um certo tipo de identificação das mesas ou um jogo original que antes se desconhecia. Tudo isso permite aumentar as possibilidades de escolha, não invalidando que se opte por algo completamente tradicional e se tenha uma festa linda e memorável.


Actualização: Deixo aqui um texto (de Novembro de 2012) da designer Claire Pettibone que reflecte exactamente aquilo que penso.

17.1.11

Gok Wan - porque as segundas impressões também contam...


Já ando há imenso tempo para escrever um post sobre Gok Wan.
E o motivo é simples: apesar do aspecto que tem, que ainda se assemelha um pouco ao que José Castelo Branco tinha há uns anos, e apesar de todos os tiques e maneirismos, é uma excelente pessoa e tem imenso talento tanto para apresentar programas como para desempenhar o seu papel de consultor de moda.

Nasceu em Inglaterra e é filho de um chinês e de uma inglesa. Quando era novo, foi vítima de violência psicológica por parte dos colegas, sobretudo por não parecer um típico inglês, por ser gay, e por ser obeso (chegou a pesar cerca de 130 kg).
Aos 20 anos, decidiu fazer uma dieta rigorosa e mudou completamente a sua aparência.

Trabalha em moda, sendo responsável por alguns programas de televisão e por artigos em revistas e, entre outras coisas, tendo lidado com imensas celebridades.

É provável que tudo aquilo por que passou tenha contribuído para aquilo que é hoje: uma pessoa humilde e altruísta, que se nota claramente que gosta de fazer com que os outros se sintam bem. Isso vê-se bem no programa que apresenta: "How to look good naked".
Em cada programa, há normalmente 1 mulher (que não se sente bem com o seu corpo) no centro das atenções. O objectivo dele não é fazer com que emagreça ou faça alguma operação; é, sim, ajudá-la a ver-se com outros olhos e a gostar do seu corpo e de si mesma.
Acho esse um trabalho fantástico!

As convidadas, por um lado, vão aceitar o seu corpo tal como ele é e, por outro, vão aprender a vestir-se de uma forma que as favoreça.


Resolvi mostrar uns excertos de um programa que achei bastante interessante por todas as mensagens que passou e também pela transformação que o Gok Wan conseguiu fazer nas duas irmãs.







Vocês já conheciam?
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