8.5.13

O casamento da Joana e do Nuno e o baptizado do Lourenço


Foi com grande prazer que acompanhei a Joana nos preparativos para o seu casamento e para o baptizado do filhote. Desde o primeiro momento, fiquei encantada com o simbolismo que pretendiam imprimir a cada detalhe.

Fiquei muito contente quando vi que tudo correu na perfeição, e desejo-lhes as maiores felicidades do mundo!


"Depois de termos recebido o convite da autora do blog Hoje vou casar assim, a Patrícia Oliveira, para partilhar a história do nosso casamento, mais não poderíamos senão com delicadeza endereçar o nosso sincero agradecimento e responder afirmativamente.
E porque as boas histórias são para "contar", assim e de forma sucinta, comecemos a contar a nossa.

A ideia da festa começou pela celebração do baptismo do nosso filho na proximidade do seu primeiro aniversário. Desta forma poderíamos ter a reunião familiar em torno de dois momentos importantes da sua vida, o seu primeiro aniversário e a concessão do sacramento do baptismo.

Porém, com o adiantar da preparação, e aproveitando que já teríamos a família e os amigos mais próximos reunidos, surgiu a ideia de juntar também a celebração do nosso casamento.
De crescente ideia passou a confirmação, parecendo-nos este dia especial sair enriquecido e dizendo respeito de forma mais intensa a esta família que tinha crescido um ano antes.

Fizemos uma pesquisa de sites e blogs que nos pudessem servir de inspiração para que este dia se tornasse realidade, e assim encontrámos o "Hoje vou casar assim". Mas não se ficou apenas pela inspiração, porque, depois de visto e revisto o blog, decidimos entrar em contacto com a Patrícia. Mas já lá iremos a esse assunto mais adiante."




"Relativamente ao local, como conceito base procurávamos uma quinta onde existisse uma capela para que toda a acção se desenrolasse sem que fossem necessárias grandes deslocações de automóvel, do local da celebração para o local da "refeição".

Assim, depois de algumas deslocações para visitar as quintas mais próximas, escolhemos o Hotel Casa da Ínsua em Penalva do Castelo, pois reunia as condições desejadas - um sítio de uma beleza sublime com as condições necessárias para tornar o momento inesquecível para todos os intervenientes.
No entanto, depois de uma conversa com o Padre que iria celebrar o baptismo, fomos informados de que não seria possível realizá-lo na pequena capela existente na quinta por várias razões que, embora nos parecessem estranhas, teríamos forçosamente que aceitar. Assim, para além daquela proximidade que tínhamos em mente, foi-se também a ideia da cerimónia intimista, onde todos os convidados estariam mais próximos.
Mas este foi um revés rapidamente resolvido, pois a Igreja da Ínsua fica sem exagero a 20 metros do portão da quinta, pelo que pudemos manter a mesma lógica que estava pensada desde início, ficando apenas os convidados mais dispersos numa igreja de maiores dimensões. Porém não seria por isso que se deixaria de realizar a cerimónia.

Desta forma, por ordem temporal, no dia da cerimónia os momentos foram acontecendo da seguinte forma: 
Os convidados chegaram de automóvel, através de um caminho ladeado por um conjunto de árvores que lhes proporcionou o primeiro contacto com a beleza natural e com o ambiente sereno do local. 
Demos seguidamente início à celebração do casamento no "Jardim Inglês" da quinta aquando da reunião de todos os convidados. 
Passámos depois para a Igreja através de um pequeno passeio a pé pelos jardins, para a celebração do baptismo (percurso este que as fotografias poderão testemunhar), retornando posteriormente à quinta para nos vermos todos reunidos no alpendre, onde se encontravam as entradas e que por sua vez ladeava a sala onde decorreria o almoço."







"Depois de explicar o geral da realização da festa, torna-se também importante abordar os pequenos pormenores que compuseram todo o ambiente. Ora, em relação às cores, a escolha recaiu sobre o azul simbolicamente escolhido pela ênfase que queríamos que tivesse o baptismo do nosso FILHO na totalidade da festa, logo um pequeno cliché - azul, e depois o amarelo que nos parecia condizer bem.

As duas cores escolhidas reflectiram-se de forma conjunta em todo o material gráfico da festa, desde os convites, passando pelas ementas até às lembranças, e todo esse processo de escolha da decoração e criação gráfica foi efectuado em parceria com a Sofia Ferreira, membro da equipa Branco Prata, sediada no Porto.
Nestes elementos surgiu a inclusão de um objecto que nos era muito caro, e que os convidados perceberiam a sua utilização quando chegassem ao alpendre. Assim aparecia impresso o desenho de um tandem, bicicleta multilugares, que tinha como significado um "transporte" onde poderíamos viajar os três, papás e filhote, numa alusão à velhinha bicicleta oferecida pelo avô da noiva enquanto esta era criança, recuperada para o efeito e que estava "estacionada" como peça de decoração. Numa primeira vista estavam três balões atados à bicicleta que representavam cada um dos elementos da família, e que apareceriam também no centro de cada mesa dos convidados.

Usámos também uma roda da bicicleta que serviu para colocar o nome dos convidados e a correspondente mesa onde iriam ficar sentados.

Na decoração acrescentámos mais um toque de tradição e classicismo, com a colocação da máquina de escrever à entrada da sala para que os convidados pudessem deixar uma mensagem de felicitações à família.

Depois de falar sobre os pormenores gráficos, não poderíamos deixar de falar sobre a fotografia, que ficou entregue a um ex-colega e amigo Nuno Costa, que conseguiu reportar a festa de uma forma muito discreta e agradável."






"E já que falamos de nós, a família, reportemo-nos novamente à colaboração com a Patrícia (autora deste blog), pois foi importante a sua opinião na escolha dos acessórios e da roupa dos "actores principais" da festa. A noiva procurava um vestido marcadamente diferente pela simplicidade e elegância, pois não pretendia apresentar-se como a típica noiva - não que estas palavras queiram representar algo de depreciativo, mas o facto de estarmos a viver juntos e de já termos o nosso filhote pedia, a nosso ver, algo de diferente. 

Assim, e depois de escolhido, o vestido ficou a cargo da simpática e muito competente Teresa Macário, que tem o seu atelier em Viseu. O vestido, que verão nas fotografias, foi elaborado em tempo record (graças à tal competência de que falámos), pois anteriormente tinha sido iniciada outra versão com outra pessoa e que veio a revelar-se uma escolha desastrosa, fazendo-nos mudar de atelier.
Para complementar a "figura", ficou decidido que os acessórios
(comprados na Parfois) deveriam ser simples em consonância com o vestido, e que o toque de distinção ficaria reservado para as sandálias, principalmente pela cor, pois as eleitas eram amarelas, encontradas na Marypaz. 

Como a noiva tem um dom para encontrar blogs interessantes, descobriu também a Mimi, do blog Pó de Diamante, que tratou de forma profissional e - diríamos - hollywoodesca da maquilhagem, pois era um pormenor tão importante quanto o vestido ou os acessórios.

Para terminar, apenas falta falar do bouquet, também sóbrio, composto com uma fita de cetim amarela e adquirido na florista Emanuel, em Viseu."



"Agora o noivo, que nunca gostou muito de seguir as regras que vêm nos livros, acabou vestido com calças de fato, camisa e apenas o colete (artigos comprados na Zara), deixando o blazer de lado e aproveitando para usar um laço em vez da típica gravata - não deixando a simplicidade e a elegância de lado. Porém, e tal como a noiva, a distinção e talvez irreverência do conjunto ficou guardada para os "pés", pois as meias eram amarelas, indo ao encontro das cores escolhidas como base, e calçava umas Converse All-Star pretas. Utilizou ainda uns botões de punho, vindos directamente de Pequim, com um desenho da maçã pelo seu gosto pelos computadores Apple."



"A meio da festa os noivos escaparam um pouco, para se deslocarem à estação de comboios de Mangualde, local onde trocaram os primeiros beijos e onde no fundo tudo começou."




"De volta à festa, havia que cortar o bolo e distribuir os cupcakes, da empresa Bolos por Gosto (de Vila do Conde), que foram trazidos na véspera por um dos convidados, marcando novamente a multiplicidade de intervenientes e locais díspares para concretizar esta festa. Estes foram inspirados no tema dos piratas, pois é esta a forma como por vezes tratamos o nosso filho - O Pirata."


"O Filhote ia vestido com uns calções com suspensórios azuis, um polo branco e uns sapatos de vela, adquiridos na loja viseense Pitada de Gente. Mais uma vez primámos pela simplicidade e marcámos a forte união familiar, pois cada um se apresentava de acordo com a sua própria personalidade mas não esquecendo a conjugação harmoniosa entre os três elementos da família."


"Para terminar, apenas deixamos a frase que versava na lembrança (um pequeno vaso com uma flor): Para que a memória deste dia continue a crescer..."

3 comentários:

Anónimo disse...

o espaço é mesmo muito bonito, já lá fiz um concerto e adorei!

Ritaaa disse...

Decoração fantastica.

Parabéns!

Dia - a - Dia disse...

Que lindo que ficou. Uma boa ideia!

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